Por Victor Duarte
O governo anunciou, na semana passada, um pacote de medidas para incentivar o setor automotivo.Entre as medidas está a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a compra de automóveis até 31 de outubro e a redução do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras ) para todas as operações de crédito de pessoas físicas, por tempo indeterminado. Antes de correr para as concessionárias para conferir as ofertas e constatar se os preços realmente caíram veremos os principais pontos dessa redução.
O IPI de veículos foi reduzido no final de maio pelo governo em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada. No caso dos carros populares, de motor 1.0, a redução foi de 7% para zero. Os veículos álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 tiveram o IPI reduzido de 11% para 5,5% e os modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0 tiveram o IPI reduzido de 13% para 6,5%.
Os carros nacionais acima de 2.000 cilindradas não tiveram a alíquota do imposto reduzida. Fora esses a prorrogação anunciada pelo governo vale para todos os modelos, até outubro.
As medidas financeiras (mais crédito e juros menores) e tributárias (redução do IPI e IOF) visam reduzir o preço em até 10% e reduzir as prestações dos financiamentos de veículos.Isso tudo com o objetivo de continuação do crescimento da economia num cenário de crise mundial.
Os preços realmente baixaram?Aparentemente sim. Acompanhando o preço de automóveis mais básicos (Fiesta, Fox, Gol, entre outros) percebe-se uma redução de quase 9% sobre o valor anterior.
Ao visitar algumas concessionárias, no intuito de fazer uma pesquisa de preço, escolher a melhor proposta e conferir o impacto dessa redução nos preços e na negociação, pode-se constatar algumas coisas interessantes:
O preço do carro 0km que já havia caído quando da primeira redução permaneceu o mesmo. Apenas como exemplo, veículos de R$ 34 mil baixaram para R$ 31 mil e, ainda, estão nessa faixa de preço.
O preço de avaliação do carro usado também caiu. Como os carros zero estão mais baratos, naturalmente o preço dos carros usados também caiu. O problema é que a redução foi muito grande. O veículo usado que foi avaliado antes da redução hoje está sendo avaliado com um valor no mínimo 30% mais baixo.
A TAC continua sendo cobrada, mesmo que ilegalmente. Já falei sobre essa taxa de abertura de crédito no artigo “comprar carro a juro zero – isso não existe“. E tem mais: se você pagar o valor correspondente à TAC, pode entrar na justiça e receber o valor em dobro de volta, porém os bancos tem acesso a esses dados e na próxima compra, certamente, você terá dificuldades para aprovar seu financiamento.
Por tudo isso, não vale a pena comprar um carro zero, só pela redução de IPI. Ao mesmo tempo em que o preço do carro 0km foi reduzido, o preço dos carros usados também foram. E cairão ainda mais até o final do prazo da redução do IPI (31/10/2012).
Quem tiver um veículo usado para dar de entrada, vai se decepcionar com o preço oferecido pelo seu automóvel. O ideal é tentar vender “por fora”, para conseguir um valor bem maior.
O IPI de veículos foi reduzido no final de maio pelo governo em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada. No caso dos carros populares, de motor 1.0, a redução foi de 7% para zero. Os veículos álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 tiveram o IPI reduzido de 11% para 5,5% e os modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0 tiveram o IPI reduzido de 13% para 6,5%.
Os carros nacionais acima de 2.000 cilindradas não tiveram a alíquota do imposto reduzida. Fora esses a prorrogação anunciada pelo governo vale para todos os modelos, até outubro.
As medidas financeiras (mais crédito e juros menores) e tributárias (redução do IPI e IOF) visam reduzir o preço em até 10% e reduzir as prestações dos financiamentos de veículos.Isso tudo com o objetivo de continuação do crescimento da economia num cenário de crise mundial.
Os preços realmente baixaram?Aparentemente sim. Acompanhando o preço de automóveis mais básicos (Fiesta, Fox, Gol, entre outros) percebe-se uma redução de quase 9% sobre o valor anterior.
Ao visitar algumas concessionárias, no intuito de fazer uma pesquisa de preço, escolher a melhor proposta e conferir o impacto dessa redução nos preços e na negociação, pode-se constatar algumas coisas interessantes:
O preço do carro 0km que já havia caído quando da primeira redução permaneceu o mesmo. Apenas como exemplo, veículos de R$ 34 mil baixaram para R$ 31 mil e, ainda, estão nessa faixa de preço.
O preço de avaliação do carro usado também caiu. Como os carros zero estão mais baratos, naturalmente o preço dos carros usados também caiu. O problema é que a redução foi muito grande. O veículo usado que foi avaliado antes da redução hoje está sendo avaliado com um valor no mínimo 30% mais baixo.
A TAC continua sendo cobrada, mesmo que ilegalmente. Já falei sobre essa taxa de abertura de crédito no artigo “comprar carro a juro zero – isso não existe“. E tem mais: se você pagar o valor correspondente à TAC, pode entrar na justiça e receber o valor em dobro de volta, porém os bancos tem acesso a esses dados e na próxima compra, certamente, você terá dificuldades para aprovar seu financiamento.
Por tudo isso, não vale a pena comprar um carro zero, só pela redução de IPI. Ao mesmo tempo em que o preço do carro 0km foi reduzido, o preço dos carros usados também foram. E cairão ainda mais até o final do prazo da redução do IPI (31/10/2012).
Quem tiver um veículo usado para dar de entrada, vai se decepcionar com o preço oferecido pelo seu automóvel. O ideal é tentar vender “por fora”, para conseguir um valor bem maior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos os comentários passam por moderação e caso não enquadrem-se na política de comentários serão rejeitados.
De maneira alguma será uma forma de barrar a participação dos leitores, mas sim como ja foi dito, de manter um debate de alto nível. Caso tenha dúvida consulte a Política de comentários.
Ao escrever, pense como se o proprietário do blog. E que você pode ser responsabilizado judicialmente pelos comentários.
Mesmo assim, antes de comentar, procure analisar se o seu comentário tem realmente algo em comum com o assunto em questão.
Comentários em tom ofensivo, ou que acusem diretamente pessoas envolvidas ou não nas postagens não serão publicados.
Obrigado e não deixe de comentar.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.