Os funcionários de uma empresa terceirizada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) paralisaram as atividades na manhã de ontem. O objetivo dos funcionários da empresa Eletromecânica Silvestrini (EMS) é chamar a atenção para as dificuldades que a classe vem enfrentando.
Por medo de represália, os trabalhadores que realizam a manutenção do maquinário da companhia preferiram não se identificar. Eles contam que vêm sofrendo ameaça de demissão, caso se manifestem a respeito dos acontecimentos.
Segundo os funcionários, a situação já vem ocorrendo há cerca de três meses. Salários atrasados ou pagos em parcelas já se tornaram uma constante entre eles. “A gente trabalha o mês inteiro e quando vai ver a conta tem só R$ 35 depositados. É um desrespeito com o nosso trabalho”, fala.
Outra situação relatada pelos funcionários é a falta de EPI’s (equipamentos de proteção individual) para os trabalhadores durante o exercício da função, o que é proibido por lei, já que o trabalho com manutenção das máquinas exige a utilização dos equipamentos. Além disso, também relatam temer que o almoço e o transporte sejam cancelados, já que a empresa EMS estaria com débitos pendentes com os fornecedores desses serviços.
Outra situação observada, além dos atrasos salariais, é a falta de um convênio de saúde para os trabalhadores. Por estarem expostos a situações de risco e realizarem trabalho insalubre, eles acreditam que o benefício deveria ser oferecido, mas a realidade é bem diferente. “Eu adoeci um tempo atrás e não pude contar com nenhum convênio. No final, acabei gastando quase dois mil reais só com exames e consultas. É tudo por causa dessa poluição daqui. Por isso nós tínhamos que ter os planos de saúde”, desabafa um dos funcionários.
Ele relatou ainda outra situação. Há cerca de três anos é descontado um valor destinado à mensalidade do sindicato. Porém, nunca puderam contar com as vantagens desse vínculo. “A empresa desconta o valor, mas nunca nem deu informações sobre quem seriam os responsáveis pela entidade. Para falar a verdade, eu não sei nem o nome do tal sindicato, eles nunca nos procuraram, só recebem o valor”, conta.
Para averiguar as informações, a reportagem do Jornal MINUANO buscou contato com os representantes da empresa EMS, mas a solicitação não foi atendida. Houve nova tentativa frustrada de contato telefônico, próximo das 18h.
Minuano Online
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