Sereno Chaise se despede da presidência da CGTEE - PinheirOnline

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Sereno Chaise se despede da presidência da CGTEE

Sereno Chaise se despede da presidência da CGTEE

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O que antes era especulação, tornou-se oficial. Ao ser homenageado pela Câmara de Vereadores de Candiota, o presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Sereno Chaise anunciou que deve deixar o cargo no final de setembro. Ainda não há nenhum nome oficial para substituí-lo na gestão. Chaise esperava apenas uma reunião com os vereadores de Candiota. Mas ao chegar, foi surpreendido por uma homenagem feita pelo legislativo. "Não é uma reclamação, porque não podemos reclamar durante uma homenagem. Mas eu estive reunido há uns 15 dias com o presidente da Câmara (vereador Anselmo Camilo) e concordamos em uma reunião. Cheguei aqui e me deparei com esta homenagem. Ainda bem que vim de gravata", brincou o presidente, que está na região para a formatura do curso Jovem Aprendiz, realizado em Candiota em parceria com a CGTEE. 

Durante a homenagem, os vereadores do município e líderes comunitários relembraram a trajetória política e os benefícios conquistados por Chaise para Candiota, após o início de sua gestão. "Aqui em Candiota fiz grandes amigos. Conhecer gente em todos os rincões foi uma das coisas que a minha trajetória política me proporcionou", afirmou.

Novos rumos para a estatal


Em entrevista ao Jornal MINUANO, Chaise falou sobre o legado que deixa neste que, possivelmente, foi o último cargo político exercido por ele. O padrinho político da presidente da República, Dilma Rousseff, comentou que sua saída da companhia foi uma decisão pessoal. "Já estou com 87 anos e meio, beirando 88 anos. Trabalho desde os 17 anos. Acho que já está na hora de descansar", falou. Além disso, a saúde fragilizada também requer cuidados.

Há pouco mais de um mês, o gestor passou por uma cirurgia por conta de uma hérnia. Mas não é esse problema que o preocupa. "Preciso fazer hemodiálise todas as noites, durmo ligado em um aparelho de diálise. É muito cansativo", confidencia. Entretanto, antes de sair, pretende anunciar quem irá substituí-lo.

Nos bastidores, fala-se o nome de Carlos Pestana, ex-chefe da Casa Civil da gestão do então governador Tarso Genro. Mas não há nada oficial até o momento. Mas até sua saída, no final deste mês, Chaise tem muita coisa a fazer. Um dos trabalhos destacados por ele é a regularização de 287 casas da Vila Residencial, em Candiota. Os imóveis foram construídos na década de 1970 para servir de moradia aos funcionários da usina. Contudo, muitos destes imóveis ainda estão sob a responsabilidade da companhia.

A intenção de Chaise é disponibilizar os imóveis para as famílias que já habitam as residências, por um valor abaixo do mercado, já que os residentes já vivem nas casas há muitos anos. O mesmo processo já foi executado na Vila Operária. "Nosso objetivo não é ganhar dinheiro, é cair fora. A CGTEE não é uma empresa imobiliária. Nosso métier é a geração de energia", comenta. Outro item destacado pelo presidente como essencial para o novo gestor é dar continuidade ao processo de construção da Fase D da usina junto à empresa controladora (Eletrobras).

Segundo ele, as fases A e B, estão muito defasadas e a adaptação delas às normas de controle ambiental tem alto custo e pouco retorno. Como exemplo, citou a exigência da colocação do filtro dessulfurizador na Fase A e B, exigida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo Chaise, a Fase A nem comporta a instalação do equipamento devido à defasagem de sua estrutura, construída na década de 1960. Já para a Fase B, a instalação custaria cerca de R$ 500 milhões, 1/3 do valor de uma usina nova, cujo custo hoje gira em torno de R$ 2 bilhões. Contudo, o presidente não acredita que a instalação irá resolver os problemas da Fase B. "É uma estrutura velha, que está sempre dando problema. Aí colocamos um filtro, com custo elevado, e em consequência de algum problema acabamos tendo que desligar a Fase B, imagina. Não vale a pena o investimento", diz.

O prazo para a instalação do filtro finaliza em dezembro de 2017. Já a previsão é de que a Fase A seja desativada no próximo ano. Para Chaise, a solução seria dar continuidade à Fase D, que substituiria as Fases A e B, com dois geradores de 300 MW. Contudo, tem enfrentado resistência. "O Brasil é um país muito cauteloso em relação ao carvão. É preciso seguir insistindo para que a controladora veja a importância disso", comenta. Sobre o legado que deixa, a construção da Fase C, é enfático. "Isso não foi uma conquista minha.

A obra foi executada na minha gestão, mas o projeto já vinha da época do Júlio Quadros. Mas, mesmo depois de atrasos e alguns problemas na obra, conseguimos entregar a unidade pronta no início de 2011", recorda.

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