
O número de municípios integrados ao projeto Olivais do Pampa, que faz parte do Programa de Cooperação entre Brasil e Itália, intitulado Brasil Próximo, subiu para 11, com a inclusão das cidades de
Pinheiro Machado, Pedras Altas, Lavras, Dom Pedrito e Caçapava. O ato de adesão ocorreu na sexta-feira (15), na prefeitura de Bagé, que já estava no projeto, juntamente com os municípios de Aceguá, Hulha Negra, Candiota, Livramento e Quaraí.
Presente ao encontro, que também assinalou o fim da visita da missão técnica italiana, liderada pela professora Daniela Farinelli, da Facoltà di Agraria dell'Università degli Studi di Perugia, o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, reafirmou a convicção que tem desde o final dos anos 1990, quando era deputado federal e liberou recursos de R$ 9,5 milhões para a implantação da fruticultura na Metade Sul. Depois, lembrou que o Brasil Próximo começou a ser construído naquela época, a partir de articulação de Vicente Trevas, que era assessor do gabinete do então presidente Lula, que coordenou várias missões de deputados e prefeitos brasileiros à Itália.
"Esta região, uma das mais pobres do país, precisa encontrar alternativas de diversificação das atividades produtivas, a partir do clima e do solo", defendeu o secretário. Na opinião de Mainardi, a olivicultura é uma excelente oportunidade para diversificar a renda dos produtores da região. "Nesta quarta-feira, em Caçapava, na segunda abertura da Colheita da Oliva, inauguraremos a terceira unidade industrial de extração do óleo, e em breve poderemos adquirir a autosuficiência na produção de óleo de oliva", concluiu o secretário.
Na primeira fase do projeto, orçada em R$ 350 mil, entre outras ações, foram implantadas 12 unidades demonstrativas, cada uma com 1 hectare, e realizados intercâmbios e treinamentos. Ainda durante a visita da técnica italiana, foram entregues três máquinas para a colheita da oliva. Agora, os municípios vão lutar para obter recursos da ordem de R$ 600 mil, para construírem um lagar que atenda a produção daquela região, com capacidade de processamento de 500 quilos por hora.
Correio do Povo
Sou morador de Pinheiro Machado desde 2010 e vejo com muita tristeza como as boas oportunidades de desenvolvimento para o município são desperdiçadas.
ResponderExcluirCreio que se basear quase que exclusivamente nos impostos arrecadados pela maior empresa do local (Votorantim Cimentos) não seja a opção mais racional. O setor de serviços poderia ter um excelente incremento se as pessoas enxergassem a grandiosa oportunidade que há no tão crescente TURISMO RURAL. É um município que naturalmente teria o dom para o turismo se houvesse um pouco mais de estrutura.
Alguns exemplos: tem-se a maior feira de ovinos do Brasil e há moradores de Pelotas (apenas 100 km daqui) que nunca ouviram falar em FEOVELHA; culturas muito interessantes de vinhedos e oliveiras, que enchem aos olhos de quem passa mas só quem é daqui sabe onde ficam. liberação da caça ao Javali, um ótimo atrativo para quem gosta da caça esportiva e simplesmente ninguém sabe, nem quem é da região, nem quem é de fora.
Porém, entendo também que a baixíssima divulgação dos atrativos se dá em função de estrutura precária de recebimento de turistas (hotéis sem condições, restaurantes muito pouco adequados, itinerário e horário de transporte inadequados).
Fica então a sugestão para a administração municipal, de modo a melhorar as condições desta cidade que é bastante acolhedora, porém, muito mal estruturada.