Por: Roberto Witter
Um dia de campo organizado pela Embrapa, a Emater e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) abriu oficialmente a colheita de uva na região. O evento foi realizado nesta quinta-feira (31) à tarde, no parreiral da família Bohrer, no 8º distrito de Pelotas.
A vitivinicultura é novidade na propriedade. Há 14 meses eles plantaram os primeiros pés, que chegaram como uma alternativa ao tabaco.
“Desde que deixamos de plantar fumo já cultivamos pimentão e agora estamos fazendo a experiência com a uva. É o que acreditamos que trará mais rentabilidade”, conta Leandro Bohrer, 27, um dos cinco integrantes da família.
Custos
Todos trabalham nas terras e dividem os cuidados com o parreiral, que ocupa meio hectare da propriedade. Leandro estima que o custo para implantar a cultura tenha variado entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Metade do valor foi financiado com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Todos trabalham nas terras e dividem os cuidados com o parreiral, que ocupa meio hectare da propriedade. Leandro estima que o custo para implantar a cultura tenha variado entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Metade do valor foi financiado com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
“Após esse investimento, o produtor tem um horizonte com 30 ou 40 anos de produção”, explica o técnico agrícola e extensionista da Emater, Luiz Carlos Migliorini.
O custo de produção do quilo da uva, segundo a Emater, varia entre R$ 0,40 e R$ 0,60. Já o preço cobrado pelo produtor fica entre R$ 1,20 e R$ 1,50.
Os primeiros cachos de uva foram colhidos pelo agricultor Osvaldo Bohrer, pai de Leandro, pela esposa dele, Zeli Bohrer, e pela vice-prefeita Paula Mascarenhas.
Parreiral integra projeto da Embrapa
Considerado modelo na região em termos de tecnologia utilizada, o parreiral dos Bohrer deve produzir nesta safra cerca de dez mil quilos de uva. Engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, Jair Nachtigal explica que a produção reduzida, em torno de dez quilos por planta, só ocorre porque se trata de um cultivo recente.
Considerado modelo na região em termos de tecnologia utilizada, o parreiral dos Bohrer deve produzir nesta safra cerca de dez mil quilos de uva. Engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, Jair Nachtigal explica que a produção reduzida, em torno de dez quilos por planta, só ocorre porque se trata de um cultivo recente.
“A produção deve ser estabilizada entre o sexto e o sétimo ano de cultivo. Em produção plena, um hectare produz cerca de 30 mil quilos de uva”, explica.
Além do projeto de vitivinicultura, a Embrapa Clima Temperado trabalha com a inserção de outras culturas na colônia de Pelotas, como maracujá, goiaba, entre outros.
O objetivo é diversificar os negócios e oferecer alternativas, principalmente, ao pêssego.
“Isto faz com que o produtor não fique dependente de apenas uma cultura”, comenta o pesquisador.
O objetivo é diversificar os negócios e oferecer alternativas, principalmente, ao pêssego.
“Isto faz com que o produtor não fique dependente de apenas uma cultura”, comenta o pesquisador.
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