
Por Roger Oliveira
Nos últimos dias, enquanto estava em Pinheiro Machado, fiquei analisando a forma utilizada para se fazer campanha política. Parece que votos são conquistados no grito, no foguetório, no jingle mais animado. Tudo isso para ver qual partido concentra o maior número de pessoas em seus “comícios”. Se é que dá para tratar esses “eventos” com este nome! Sabe-se que a origem do nome “comício” é romana, representando reuniões de cidadãos para tratar dos interesses públicos, devendo,
então, ser um momento utilizado por um político ou candidato para expor suas ideias.
Mas o que se vê é uma campanha “pão e circo”. Pelo pouco que sei de história, essa política panis et circenses também é de origem romana. No período do império foram criados eventos nos quais era oferecida à população comida e diversão, sendo uma forma encontrada para distrair a mesma de questões relacionadas à política. Assim, esses espetáculos serviam como um meio de manter os plebeus afastados de questões sociais, sendo uma maneira de manipular a plebe e mantê-la distante das decisões governamentais.
O que vejo nessas campanhas é exatamente isso: utilizam diversos meios para manter a população da cidade animada e agrupar o maior número de pessoas possível com uma diversão diferente, talvez nunca vista antes na cidade. Muita gente vai a esse tipo de evento para isso, se distanciando do mais importante que é analisar os candidatos e, por conseguinte, as suas propostas. Em uma cidade do tamanho de Pinheiro acho totalmente desnecessário tudo isso, se os candidatos quiserem é possível ir a cada casa e apresentar suas propostas. Não é preciso essas músicas irritantes na rua, foguetes e mais foguetes, ou essas carreatas onde alguns candidatos colocam seus cinco carros na rua para aumentar o número.
Se analisarmos pelo lado “pão” da política pão e circo, também encontramos alguns fatos que se apresentam em campanhas políticas e que acontece em todo o lugar. É uma vergonha a tentativa de compra de votos de toda a maneira, com o oferecimento de material de construção, ranchos ou pagando para pôr uma bandeira do partido na porta de casa e um adesivo no carro.Embora isso siga e esteja presente nas campanhas municipais do nosso Brasil, nos resta analisar o passado político e as propostas de cada candidato. Com certeza meu voto não vai para a melhor paródia criada, para carreata com mais carros ou para o comício com maior número de pessoas. Meu voto vai para aquele candidato que apresentar um melhor histórico político e que apresentar as melhores ideias para o município. Vamos acordar pessoal, vamos utilizar a razão e não a emoção nessas decisões, senão só daqui a quatros anos para reverter um erro de agora!
Otimo comentário, Roger, eu também penso assim, tomara que todos os eleitores de Pinheiro Machado pense dessa maneira, sendo assim vamos eleger o Candidato que melhor possa fazer por nossa cidade. Parabéns!
ResponderExcluirCorretíssimo Roger!!! Pena que muitos dos pinheirenses não enxerguem as eleições desta forma.Mas vamos torcer para que nossos políticos também pensem em fazer algo que realmente importa pra nossa cidade e não só tratar a eleição como uma "festa".
ResponderExcluirParabéns conseguiste escrever de forma clara o que a maioria das pessoas pensa, que não é com musica e grito que se ganha uma eleição.
ResponderExcluirConcordo em tudo contigo Róger,disseste o que nós falamos em casa.
ResponderExcluirParabéns Roger!
ResponderExcluirA tua matéria é o que muitos pinheirenses pensam, mas não tiveram a oportunidade de escrever...
Parabéns Roger, tua matéria representa o que boa parte dos cidadãos pensam.Eu concordo contigo, pois não aguento mais essa poluição sonora que virou nossa cidade.
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